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O que é inventário em equipamentos médicos?
Qual a importância do inventário em tecnologias em saúde?
O que deve ser incluído no inventário?
Mas afinal, o que é o inventário? Qual a sua importância? Por que é obrigatório realizar na gestão de equipamentos médicos e do parque tecnológico em saúde?
Primeiro precisamos entender que dentro de um ambiente de saúde, seja ele um hospital, consultório odontológico, clínica de estética, laboratório clínico, entre outros estabelecimentos, há diversas tecnologias em saúde e equipamentos médicos que são usados para auxiliar na assistência ao paciente.
Todas estas tecnologias precisam ser gerenciadas em todo o seu ciclo de vida, por meio de um Plano de Gerenciamento de Tecnologias em Saúde (PGTS), conforme previsto pela RDC 509/2021.
O que é inventário em equipamentos médicos?
Uma das primeiras etapas para realizar o gerenciamento das tecnologias em saúde é o inventário, que consiste no "conjunto de informações concernentes aos equipamentos, partes e acessórios existentes no serviço de saúde", conforme definição da ABNT NBR 15943:2011 (norma que especifica requisitos mínimos para realizar o programa de gerenciamento de equipamentos de saúde).
Qual a importância do inventário em tecnologias em saúde?
O principal objetivo de realizar o inventário é possuir um registro preciso e atualizado de todos os ativos da organização para que possa contribuir:
- Avaliação técnica das tecnologias disponíveis (quantidade, qualidade, tipo...);
- Planejamento de intervenções técnicas;
- Gerenciamento de forma eficaz e mais realista;
- Propicia calcular o quanto pode operar ou executar;
- Gerenciamento de recursos financeiros de forma mais objetiva;
- Rastreabilidade tecnológica.
Importante!
O inventário deve ser atualizado periodicamente para refletir o status atual do parque tecnológico.
A cada nova aquisição ou desativação de um equipamento médico no serviço de saúde, o inventário também precisa ser atualizado.
O que deve ser incluído no inventário?
Conforme definição da ABNT NBR 15943:2011, estes são os requisitos mínimos:
- Nome técnico;
- Nome e modelo comercial;
- Fabricante;
- Número de série;
- Código de identificação individual criado pelo serviço de saúde;
- Partes e acessórios;
- Data (dia/mês/ano) de aceitação do equipamento pelo serviço de saúde;
- Data (dia/mês/ano) em que o equipamento entrou em funcionamento e data de desativação;
- Dados de regularização do equipamento junto ao órgão sanitário competente.
Mas há outras informações que podem ser inseridas — depende dos objetivos estratégicos da instituição.
Outro material que sempre recomendo aos meus alunos da plataforma EDUTS é este da Organização Mundial da Saúde:
https://www.who.int/publications/i/item/9789240111257
(Aos membros da EDUTS, assistam à aula do curso completo de Gestão de Equipamentos Médicos para se capacitar).
Outra recomendação é esta live onde abordo mais sobre o tema:
As tecnologias estão cada vez mais presentes na saúde, sendo essenciais para a assistência. Portanto, cada um de nós é responsável por auxiliar na disseminação da área.
E se você deseja conhecer, atualizar ou aprofundar seus conhecimentos no universo da engenharia clínica e equipamentos médicos, te convido a conhecer a plataforma EDUTS.
Espero que você tenha gostado deste conteúdo especial sobre Engenharia Clínica e gestão de tecnologias em saúde.
Me coloco totalmente à disposição para tirar eventuais dúvidas, fique à vontade para entrar em contato nas redes sociais.